1ª leitura de 2014

“Stephen King – Coração Assombrado – a biografia”, Lisa Rogak 
Iniciei o ano arriscando com essa biografia sobre a vida do autor mais querido por aqui.
Não tenho muitas biografias em meu curto currículo de leitora. A última que li foi sobre Freddy Mercury, mas não gostei: talvez meu espírito latino sinta-se mais satisfeito com biografias não-autorizadas, porque convenhamos que a maior parte das pessoas biografadas não vai concordar que certas peculiaridades de sua vida sejam expostas. Até porquê, se alguém teve interesse em escrever sobre a sua vida você não é um "zé-ninguém" e dependendo do que for dito, o comprometimento pode ser maior ou menor, mas haverá.
Dito isso, obviamente a única biografia que me faria arriscar tanto seria do "king" da literatura de horror e suspense, ou ficção.
Posso dizer que gostei. A autora já escreveu várias outras biografias e já foi premiada por isso, ou seja, deve ser o tipo de autora que a maioria dos biografados fica tranquilo quando sabe que ela será a responsável por falar sobre sua história. King é, aparentemente, acessível: com tantos anos como sucesso praticamente absoluto é fácil encontrar depoimentos diversos dele, sobre ele, sobre a vida dele, enfim...
O texto tem  detalhes da vida pessoal de King, desde de sua infância, passando por seu casamento, filhos até a diversas vezes anunciada aposentadoria que nuca (ainda bem!) se efetivou; também tem um bom detalhamento de suas obras, incluindo publicações em revistas e sob o pseudônimo de Richard Bachman. Como novidade para mim, a autora colocou várias vezes o fato de King ter sido criado em um lar sem pai, pois o seu o abandonou quando ele tinha dois anos e o quanto isso marcou sua obra. 
King é um cara surpreendentemente normal, mas absurdamente rico, o que parece um paradoxo, mas ele vai se equilibrando entre ele... É um cara que superou seu vício em cocaína e álcool e, mais tarde, em analgésicos, sobreviveu a um acidente grave que, quando parecia superado, trouxe uma grave pneumonia que quase o matou...mas quando a gente lê, percebe-se que ele é um cara normal, mas que encara o ato de escrever com uma obsessão tamanha que se não se tornasse seu ganha-pão possivelmente tornaria-se um problema sério. Quanto a sua fértil imaginação, não há uma explicação: ele é bom com palavras, simples assim. Ele olha para a parede de vidro de um supermercado enquanto está na fila para pagar e imagina situações inusitadas, faz uma viagem por uma estrada deserta e novamente acontece de pensar o impensável, vê um cachorro correr raivosamente em sua direção e imagina outro desfecho...enfim, por isso ele é o Stephen King!
Leitura para fãs e curiosos em geral.


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