13º LIVRO DO ANO

"JOYLAND", DE STEPHEN KING
Uma das coisas que hoje em dia sei que não posso ficar muito tempo sem é, sem dúvida, uma história de Stephen King. Ele é uma referência para mim sempre que se fala sobre escrita, sempre penso na maneira como ele sabe colocar as palavras de uma forma que você agarra a leitura, se apaixona pela história. Para mim é muito difícil não pensar como é possível para alguém escrever tramas cheias de subtramas e tornar todas importantes e interessantes, me fazer ter pesadelos, me fazer chorar ou apenas refletir sobre uma história .
Sou fã.
"Joyland" foi lançado recentemente no Brasil e me atrevo a dizer que pode ter sido pensado como um conto que se estendeu demais, mas acabou virando um livro bem menor do que o costumeiro. Achei a capa da edição brasileira de muito bom gosto. O livro tem apenas 239 páginas, nada perto de "It" ou Sob a Redoma", só pra citar alguns. King tem uma coisa com a escrita, acho que faz mais parte dele e de sua personalidade do que até ele mesmo imagina, portanto um livro com menos de 300 páginas me deixou, no mínimo, surpresa.
A história tem o mesmo nome do parque de diversões que será o palco para Devin Jones, um estudante universitário que vai passar as férias de verão trabalhando, como é um costume dos estadunidense, neste grande parque. Como todo parque que se preze, Joyland também tem seu fantasma, Linda Gray, assassinada anos antes dentro do trem fantasma. Por isso, corre a lenda que ela ainda assombra o parque.
Devin tem vinte e um anos,os dilemas típicos da juventude que vão se misturando a toda uma trama de mistério. Devin fica curioso em saber o que de fato ocorreu com Linda e começa a pesquisar. Nesse meio tempo conhece Annie e Mike Ross, mãe e filho, algo que será decisivo para mudar sua história.
Usando seu talento inquestionável para dosar mistério, suspense e drama numa só história, mais uma vez Stephen nos faz ter vontade de estra em Joyland, de ouvir os discos de Devin Jones ou ser uma "Garota de Hollywood" apenas para estar ali, vivendo cada momento. O final é emocionante, bonito mesmo. Me fez pensar sobre a passagem do tempo, coisas que nem sabemos se existem mesmo... mas que talvez fosse muito bom que existissem... 
De 0 a 10: 10!

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