22º LIVRO DO ANO - MÊS DO HORROR

OUTUBRO:TENHA MEDO!

"Horror em Amityville", Jay Anson
Começando o mês de outubro e minhas leituras de horror e medo, esse foi o primeiro da minha lista #TBR a ser concluído.
A história dessa casa em Amityville é bem conhecida de todos os nascidos no início dos anos 1980, principalmente por conta dos filmes (primeiro em 1979, auge dessa história e em 2005, com Ryan Reynolds muito bem no papel de George Lutz). 
Em 13/09/1974 Ronnie DeFeo assassinou toda a sua família - pai, mãe e quatro irmãos- enquanto dormiam, com tiros de um rifle. Todos foram mortos de bruços, com tiros que vinham de baixo para cima. Não havia sinais de luta, nem movimentos de defesa, ninguém reagiu, nenhum vizinho ouviu nada, ninguém acordou. Por ser uma casa de três andares e os assassinatos terem começado de baixo para cima, seria natural observar algum tipo de reação por parte das vítimas- coisa que não aconteceu. O terrível crime foi descoberto porque na mesma noite, Ronnie foi até um bar próximo da casa e disse que achava que os pais tinham sido baleados...
DeFeo foi julgado (um julgamento longo e cheio de impasses) e condenado a 6 penas consecutivas de 25 anos. Ainda está preso.
Essa é a primeira história do lugar e a origem da lenda da casa mal-assombrada.
Em dezembro de 1975 a família Lutz - Kathy, George e os três filhos, todos menores- mudaram-se para a casa após comprá-la por um preço bem abaixo do mercado e conscientes do que havia acontecido...
 É daqui que o livro começa.
"Horror em Amityville", de Jay Anson, foi lançado em setembro de 1977 contando os 28 dias de horror vividos pela família Lutz.
É uma narrativa em forma de diário mesmo, com os acontecimentos estranhos e cada vez mais perigosos de cada dia ali naquele lugar. É um pouco entediante por isso, não chega a dar medo, mas funciona bem como suspense. 
Coisas estranhas que afetavam o próprio ânimo da família -ataques de raiva, sonos desmedidos, agitações, visões... Mesmo coisas que aconteciam na casa - barulho de bandas na sala, portas e janelas arrancadas dos umbrais - ou a impressão causada pela casa em quem a visitava não fazia com que os habitantes saíssem de lá CORRENDO COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ. 
Eu não ficaria ali nem por uma semana, quem dirá por quase um mês.
É uma leitura rápida, mas com uma linguagem de outra época. Tive a impressão que muitas vezes o autor queria impor o susto/medo ao invés de deixar que o leitor o sentisse espontaneamente.

Tem muita coisa sobre o caso na internet, deixo aqui alguns exemplos:

  • vídeos (acompanho esse canal e tem um vídeo legal aqui, que indico);
  • livro (o meu, li em PDF que está disponível aqui);
  • filmes, veja os trailers aqui e aqui (terror de antigamente, um pouco de paciência para assistir, hein? Aliás, tem os dois filmes já disponíveis no Youtube, caso interesse.)
E muito mais!
É interessante principalmente por se tratar de uma história (até onde se sabe) real. No final do livro, tem um apêndice com algumas explicações que o autor  tem para alguns dos fenômenos narrados no livro.
Bom para passar o tempo. Já para assustar... Bem, meus parâmetros são outros...



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