ESTAVA EU AQUI PENSANDO #1

LEITURAS SINCERAS ME INTERESSAM













Este é o meu terceiro ano de blog.

Sinceramente, não me sinto "blogueira". Escrevo por impulso, porque gosto. Leitura para mim é quase um vício, algo difícil de deixar de lado. Termino um livro e me sinto estranha se não estiver com outra leitura em vista ou carregando um livro em minha mochila. Meu blog é mais um espaço para minha organização, uma maneira de escrever correndo o risco de ser realmente lida por outras pessoas - coisa que sempre tive muito receio. Não lido muito bem com críticas, mas no sentido de que eu as acato como verdades absolutas, acho sempre que de fato sempre estou errada, não questiono a crítica mas também não a transformo em algo positivo para mim.

Vamos melhorar isso.


Vendo os canais e blogs literários, me pego "babando" pelas estantes repletas de livros, coleções e afins exibidas pelos blogueiros. Sim, porque um dos meus objetivos de vida é, sem dúvida, ter uma bela biblioteca em casa. Isso requer, sobretudo, tempo e investimento - todo mundo sabe que livro no Brasil é um artigo caro, assim como quase tudo que envolva cultura. (um país que se gaba tanto de ter uma cultura tão diversificada que ao mesmo tempo não investe em acesso a cultura. Uma lástima...) Cabe aqui um pequeno adendo: outra coisa que acho muito legal é que a maior parte desse pessoal é bilingue, quase sempre fluente em inglês. Eu acho isso fantástico, porque é um avanço não só cultural, mas intelectual! São pessoas muito jovens, de uma geração que conseguiu perceber a importância de se dominar um outro idioma. Coisa que há trinta anos atrás seria quase impossível de se imaginar, que o filho do trabalhador fosse ser bilingue... (esse bonde eu perdi, mas vou correr atrás ano que vem. Quero ler em inglês. Mesmo.) 


Mas, voltando às estantes.

Às vezes vejo os vídeos de Book Haul e vejo as editoras mandarem livros lindos e muito desejados por mim para pessoas que lerão e falarão sobre eles. Livros que, para que eu os tenha, terei que desembolsar alguns dinheiros básicos. E, confesso que me sinto um pouco  injustiçada, pensando de que maneira as editoras brasileiras poderiam presentear MAIS seus leitores com obras de primeira linha, não só marcadores. Pode soar como inveja, mas não é. Acho que o leitor brasileiro é pouco valorizado. Pouco incentivado. E, se não houver uma moeda de troca, pouco bem tratado. Sendo que a melhor propaganda ainda é a boca a boca. Veja o "50 tons de cinza": virou um fenômeno editorial sem uma campanha pesada inicial de marketing sobre ele. A qualidade literária da obra são outros quinhentos, mas que chegou um tempo em que quase todo mundo já tinha lido, queria ler ou pelo menos sabia sobre o que se tratava, isso é inegável! 
Por outro lado...

Muitos dos livros que invadem as caixas postais dos booktubers/blogueiros de livros são material de divulgação. E aí, duas coisas me vi pensando: quem trabalha em editora sabe que tem muito material de cortesia que é produzido lá. Mas, enfim, eu penso nos livros cortesias que devem ter ficado por aí sem um destino e fico tentando entender o que será que acontece com eles. 
Muita coisa que talvez possa até mesmo chegar a alguém que não dará a mínima para esse livro. 

E as parcerias? Algumas parcerias me deixam um pouco cismada: nem todo mundo dirá o que achou do livro DE VERDADE com medo de perder a parceria. Então, como eu vou confiar numa resenha/ comentário se a pessoa estiver pensando assim? (já caí nesse tipo de situação: vi comentários maravilhosos sobre o livro tal que acabei comprando - comprando com o meu dinheiro por confiar numa resenha "comprada", pois não gostei do livro e depois de ver um monte de cometários negativos, vi que na verdade eu fui enganada...

Por outro lado ainda...

E quando chega um livro que você não leria por si só, mas vai ler porque um autor iniciante o enviou? Ou uma parceria? E se você não gostar? Vai falar a real, vai dizer de verdade que não curtiu e estragar a possibilidade do sonho de  alguém? 


Eu adoraria receber em casa os lançamentos das principais editoras, e acumular uma pilha enorme de livros por ler. Mas, sinceramente, acho que com toda a complicação que isso envolve  prefiro continuar comprando mesmo. Só leio o que gosto, sem rabo preso com ninguém. Sigo algumas indicações, mas se eu não gostar posso falar o que quiser. Demora um pouco mais para ter uma estante repleta, mas deve ser muuito mais proveitoso. E não leso ninguém. Posso escrever o que quero sobre o que eu achar melhor. 

Só estava aqui pensando...

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