36º LIVRO DO ANO

"A LISTA DE BRETT", Lori Nelson Spielman

Para você que curte um Chick-lit (detesto o termo, mas é o que melhor define este romance aqui), estamos falando de um prato cheio...

Devido a fila quilométrica de livros (físicos) por ler que  aumenta cada vez mais (graças à lorde Ganesha...rsrs), meu Kindle estava meio paradinho. Aí, como o desafio do calendário literário era ler um romance, escolhi ler no ebook "O morro dos Ventos Uivantes", ou seja , um daqueles que podem ser considerados O romance. Mas, terminado ele (por sinal gostei muito), havia na lista de disponíveis no Kindle este aqui. Vi a Patrícia Pirota falando (bem) dele, indiquei para uma amiga e... resolvi arriscar a leitura. Estava no final do mês, meio sem saber que rumo tomar... pois bem. E olha, posso dizer: não me arrependi!


A primeira imagem é uma captura de tela do meu aplicativo Kindle no celular e esta aqui é como eu li no aparelho mesmo.

Primeiramente, vamos à definição de "chick-lit", de acordo com a Wikipedia:

"Chick lit é um gênero de ficção dentro da ficção feminina, que aborda as questões das mulheres modernas. Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa".[1] O gênero vende bem, apesar de ainda estar em crescimento no Brasil, algumas editoras já dedicam selos diferenciados para esse gênero. Ele geralmente lida com as questões das mulheres modernas, humor de ânimo leve. Apesar de algumas vezes que inclui elementos românticos, a literatura feminina (incluindo chick lit) geralmente não é considerada uma subcategoria direta do gênero romance, porque, no Chick lit a relação da heroína com sua família ou amigos pode ser tão importante quanto a seus relacionamentos românticos.[2]"


Obviamente o objetivo é diminuir esse gênero literário utilizando esse termo (que pode ser traduzido ara nós como "literatura de mulherzinha"), apesar de ter tantos fãs e autoras de sucesso (como Meg Cabot e Marian Keyes). Durante um bom tempo de minha vida eu li muito desse tipo de romance - e não me arrependo. Apenas acho que se pode mudar tudo e eu, como já disse um monte de outras vezes por aqui, estava cansada de ler sempre o mesmo gênero. Até porque, depois de um tempo, eles ficam bem previsíveis e repetitivos (como todo gênero que você lê seguidamente por muito tempo). Sendo assim, resolvi pegar para ler... e achei muito bonitinho!

O termo é esse mesmo: bonitinho, sem desmerecer ou ser pejorativo. A história é toda fofa, toda emocionante: Brett Bohlinger é a herdeira, juntamente com seus dois irmãos, da Cosméticos Bohlinger, empresa de sucesso no ramo que foi uma empreitada de sua mãe, Elizabeth, que perdeu a batalha para um câncer. Apesar de devastada (pois eram muito próximas), terá que encarar um desafio: no dia da leitura do testamento, Brett descobre que para ter direito a sua parte na herança (que não é pouca coisa...), precisa cumprir uma série de desafios tirados de uma lista que sua mãe encontrou em seu quarto quando ela tinha apenas quatorze anos. Era uma lista de resoluções do tipo "ser amiga da fulana para sempre" , "passar na Universidade Fulana de Tal" e por aí vai. Havia alguns itens listados, alguns já estavam riscados (metas atingidas)... mas a mãe se deteve àqueles que ainda não haviam sido atingidos...

Lógico que Brett fica revoltada, afinal como uma mulher de 34 anos pode ainda ter os anseios de 20 anos atrás? Ela alega ter mudado, estar diferente... Será?

Com essa "pegada", a autora vai nos conduzindo por uma brusca mudança que vai acontecer na vida da protagonista. Tem momentos previsíveis , outros bem melosinhos, mas na maior parte do tempo o livro tem uma narrativa empolgante e bem estruturada. Especialmente quando fala de sua mãe, Brett demonstra muito orgulho da mulher que ela foi, do que conquistou e é muito bonito  ler sobre o amor e a ligação  que existia entre ambas. Pouco a pouco, Brett vai cumprindo os desafios (que ela tem uma ano para concluir) e a vida como ela conhecia vai se modificando completamente... Mas algumas coisas são bem mais difíceis do que parecem.

A autora trata da questão do comodismo, de como vamos nos acostumando com o que temos e passamos a achar que ter empolgação, sentir "frio na barriga" após certa idade (ou tempo de convívio...) é normal quando somos jovens, que depois o mundo adulto só tem que ser a rotina de sempre, sem paixão. E não percebemos que não precisa ser assim. Estar feliz e realizada sempre vai implicar um certo friozinho na barriga...

Leitura suave, rápida e que serve para dar um alívio na  tensão do dia-a-dia. São pouco mais de 300 páginas de uma história que, apesar de manter as características de romance Chick-lit, conseguiu ter um diferencial interessante para quem curte o gênero.

BOA LEITURA!


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