46º LIVRO DO ANO

"CÂNDIDO OU O OTIMISMO", VOLTAIRE


Um clássico lançado em 1796, "Cândido ou O Otimismo" traz até nós todo o sarcasmo, ironia e humor de Voltaire. É um livro leve, divertido e que deve ser sempre relido, já que além de tudo isso é recheado de camadas. É a primeira vez que leio, mas tenho certeza que será revisitado em breve, pois além de não ser longo, traz à tona toda a inteligência do autor. Admirável!

Há muita crítica, especialmente a respeito dos detratores de Voltaire. Se ele teve algum problema com determinada pessoa, pode esperar que ele colocará uma referência ou mesmo citará nominalmente o sujeito... Eu, particularmente, achei o livro muito engraçado, mas com momentos para refletir.

Cândido é um rapaz bem nascido mas não pertencente a Nobreza,  que mora num castelo na Alemanha, especificamente em Westfália. Ele vive acompanhando um filósofo chamado Pangloss, que muito admira e por isso pratica suas lições, especialmente esta que guia toda a vida de ambos: sempre enxergar o lado bom de todo e qualquer acontecimento. É a partir dessa premissa aliás que os momentos mais hilários aconteceram. 

Pois bem, Cândido é apaixonado por Cunegundes, filha do Barão que é dono do castelo que habita. E, após um breve cortejo a moçoila, ele acaba expulso do lugar. Por um outro motivo, Pangloss também é expulso e eles vão se aventurar pelo mundo devido a uma sucessão de trapalhadas na vida deles.

Cândido em tudo enxerga o lado bom e sempre está em busca do mundo que será melhor. É a personificação do otimismo. Porém, a crítica à sociedade permeia cada capítulo. E vamos ver as desventuras do rapaz, sempre em busca de encontrar o amor de sua querida Cunegundes, já que ele "não aceita" a separação desta e sonha com o dia em que ficarão juntos. O protagonista vai passar por vários continentes e em cada momento encontra ou perde um acompanhante que vai pondo a prova sua eterna mania de ver o mundo cor de rosa ou, por vezes, concordando om ele. Em determinado momento entra na história um personagem chamado Martin, que será o contraponto de Cândido: ele é pessimista, sempre enxerga o pior de cada situação, ou segundo ele, apenas a realidade. É muito interessante acompanhar os diálogos dos dois! 

A leitura é muito rápida, pois além de capítulos curtos o livro tem um ritmo muito gostoso de acompanhar. E, como eu já disse, é um humor muito bem colocado ao lado de críticas sociais e ironias finas... ou nem tão finas assim. 

Vou deixar duas dicas de vídeos com impressões de leitura sobre esse livrinho querido: claro, Tatiana Feltrin, mentora literária do meu coração e também da linda da Patrícia Pirota, falando sobre esse que é um dos livros preferidos dela. Aproveite!

Vale a pena acompanhar Cândido e suas estripulias ou desventuras incríveis!

BOA LEITURA!

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